O dia 1º de janeiro de 2026 marcou o início oficial da transição para o novo modelo tributário brasileiro. Estamos vivendo o chamado “período de teste”, onde a CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal) começam a coexistir com os tributos antigos. Embora as alíquotas iniciais sejam simbólicas — $0,9\%$ para a CBS e $0,1\%$ para o IBS —, a complexidade operacional para as empresas aumentou significativamente.
Neste cenário, o foco do gestor não deve ser o impacto financeiro imediato, mas sim o ajuste de sistemas e processos. A grande novidade é o modelo de “crédito financeiro”: a empresa só poderá se creditar do imposto se ele tiver sido efetivamente pago na etapa anterior. Isso exige um rigor documental sem precedentes.
O que observar agora:
- Adaptação de Softwares: Notas fiscais eletrônicas já devem estar preparadas para o destaque dos novos tributos.
- Revisão de Contratos: É prudente incluir cláusulas de revisão de preços para quando as alíquotas cheias começarem a ser implementadas.
- Treinamento de Equipes: O setor contábil e de faturamento precisa dominar a nova sistemática de não-cumulatividade plena para evitar perdas financeiras futuras.