DPO-2

Vazamento de Dados e Algoritmos: A responsabilidade das empresas por falhas de segurança

Sua empresa pode estar gerando responsabilidade civil sem perceber

A Lei Geral de Proteção de Dados entrou em uma nova fase.

Em 2026, os tribunais deixaram de analisar apenas o vazamento de dados e passaram a responsabilizar empresas também pelo uso inadequado de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, mesmo sem ataque externo.

Se sua empresa utiliza dados de clientes para decisões automatizadas, o risco jurídico é real e crescente.

O que mudou na prática?

Hoje, empresas estão sendo condenadas não apenas pela perda de dados, mas por:

✔ decisões automatizadas sem explicação clara
✔ uso discriminatório de algoritmos
✔ negativa de crédito ou serviços sem revisão humana
✔ ausência de governança efetiva de dados

Surge o chamado dano moral algorítmico, quando o sistema causa prejuízo ao consumidor sem transparência ou controle humano.

Responsabilidade mais rígida para as empresas

A responsabilidade civil passou a ser objetiva e severa.

Não basta alegar que havia antivírus ou firewall. As empresas precisam comprovar:

  • governança ativa de dados;
  • políticas internas efetivas de segurança da informação;
  • controle e monitoramento de sistemas automatizados;
  • realização do Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD) quando exigido.

⚠ Sem isso, a condenação é cada vez mais provável.

Pontos críticos que geram condenações

Direito à revisão humana
Decisões tomadas exclusivamente por sistemas automatizados podem ser contestadas pelo cliente.

Falhas humanas internas
Grande parte dos vazamentos ainda ocorre por erro de colaboradores mal treinados.

Ausência de estratégia de mitigação
Empresas sem plano de resposta a incidentes tendem a sofrer maiores penalidades.

Custos crescentes
Indenizações, danos à reputação e ações coletivas vêm se tornando frequentes.

Como reduzir riscos e proteger sua empresa?

A prevenção jurídica é essencial.

Nosso escritório atua auxiliando empresas a:

  • mapear riscos jurídicos envolvendo dados e IA;
  • estruturar governança e compliance em proteção de dados;
  • revisar políticas internas e contratos;
  • atuar preventivamente para evitar condenações e litígios.

📌 O maior risco hoje não é apenas o vazamento, mas a forma como os dados são usados.

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